Um nascimento real em um dólmen (Anta Grande do Zambujeiro, Portugal)
Pierre van Eijl e Uma Ina de Bruyn
(Tradução automática para a Língua holandesa)

Em nossa viagem a Portugal, estava no programa uma visita ao maior dólmen do país. Ele é chamado Anta Grande do Zambujeiro (o que significa “Grande Dólmen da Oliveira Brava”) e fica no centro de Portugal, perto de Évora. No site do Hunebedcentrum de Borger há alguns relatos sobre visitas a este dólmen com belas fotos (Maior dólmen de Portugal, Zambujeiro e Évora em Portugal, centro de um paraíso megalítico). Nossa primeira tentativa de visitar o dólmen literalmente caiu por terra devido a enormes chuvas torrenciais quando chegamos perto dele. No dia seguinte, felizmente, o tempo estava ensolarado. Por um caminho através de um campo com cistus de aroma delicioso (veja figura 1), chegamos a este dólmen.

Figura 1: Cistus a caminho do dólmen
Irradiação energética perceptível
A vinte ou trinta metros de distância já é possível sentir sua irradiação energética metafísica. Isso significa que a construção energética deste dólmen ainda está ativa e podemos nos sintonizar com ela. O painel informativo no local indica que foi construído por volta de 3200 a.C., no período Neolítico. Em escavações foram encontrados instrumentos de pedra e machados polidos da primeira fase de uso do dólmen. A primeira coisa que vemos é um abrigo (figura 2) colocado para proteger o monumento da erosão.

Figura 2: Abrigo cobrindo o dólmen Anta Grande do Zambujeiro
Caminhamos ao redor do dólmen, onde na parte de trás ainda resta parte do monte de cobertura (figura 3). Este monte era originalmente uma camada de terra com pedras que cobria o núcleo do dólmen feito de pedras verticais e lajes de cobertura. Neste monte havia uma abertura com um corredor levando à câmara central.

Figura 3: Vista da parte de trás do dólmen, de cima do monte, olhando para a câmara central
Pedras extraordinariamente grandes
Uma das primeiras coisas que nos impressionam são as enormes pedras usadas na construção (figura 4). A câmara central é formada por sete pedras de sustentação com cerca de oito metros de altura. A câmara não é retangular, mas poligonal. A laje de cobertura mede cerca de sete metros de comprimento. Hoje ela está quebrada em dois pedaços sobre o acesso ao dólmen.

Figura 4: Vista de cima da câmara central do dólmen
É impressionante imaginar como, há mais de 5000 anos, conseguiram encontrar e transportar estas pedras (veja a leitura áurica (aura-reading) Formação para construtor de dólmens). Como a entrada está fechada, infelizmente não podemos entrar na câmara, mas conseguimos espiar entre as pedras (figura 5).

Figura 5: Espiando entre as longas pedras da câmara central
O corredor (figura 6) que leva à câmara do dólmen está fechado com uma porta de madeira, possivelmente para proteger o monumento contra danos e também para garantir a segurança dos visitantes contra possíveis desmoronamentos. O corredor tem doze metros de comprimento, formado por pedras de cerca de dois metros de altura. O acesso era antigamente marcado por um grande menir, que agora jaz caído diante do monumento. Por esse corredor passa uma forte linha de energia que começa dezenas de metros antes do dólmen.

Figura 6: Entrada do dólmen com a porta de madeira
Ao investigarmos mais, percebemos que todas as pedras do dólmen têm uma sensação energética. Sentamo-nos bem atrás do dólmen (veja figura 2), onde ainda há um resto do monte de cobertura. Ali nos concentramos em fazer uma leitura áurica (aura-reading) para saber mais sobre este monumento especial. Nosso foco é no uso original para o qual o dólmen foi concebido.
O nascimento de um novo rei (início da leitura áurica (aura-reading))
Recebo imagens de uma grande movimentação ao redor do dólmen. Imagens de cerca de 5000 anos atrás. Primeiro ouço um tambor, “bum, bum”, muito penetrante. Para as pessoas daquela época, este era o lugar do contato sagrado com o divino. Elas aguardavam o nascimento do novo rei com grande expectativa. Vejo também que havia mais pedras em pé do que hoje. Ao lado do dólmen ainda há uma pedra caída (figura 7).

Figura 7: Uma pedra caída ao lado do dólmen
Era, e ainda é, um lugar altamente energético, com forças intensas. As pessoas presentes esperaram muito pelo sucessor do rei. Estavam cheias de expectativa. O nascimento estava planejado para acontecer neste dólmen, que funcionava como uma espécie de templo, pois deveria ocorrer nas circunstâncias mais elevadas. Apenas futuros reis tinham o privilégio de nascer aqui.
Na entrada, preparativos eram feitos para o parto. Novamente ouço o tambor, e então começam cânticos. Cantos invocando os deuses para que o nascimento ocorresse de forma favorável. Para que a criança, o novo rei, trouxesse bênçãos à terra: fertilidade às colheitas, multiplicação do gado e a benevolência dos deuses.
Um ritual de sacerdotisas
Realizava-se então um ritual diante da entrada do dólmen, por onde passa a grande linha de energia. Era conduzido por sacerdotisas (também parteiras), que se reuniam em círculo. Seu ritual visava assegurar o bom andamento do parto. Representavam simbolicamente o nascimento, imaginando que tudo correria bem, que a criança sairia com saúde. Com gestos, transmitiam essa intenção. Cantavam uma canção suave e bela, dirigida à mãe e ao bebê.
Depois, algumas sacerdotisas entravam no dólmen. Lá dentro estava a rainha, já com fortes contrações. Uma sacerdotisa posicionava-se de um lado dela e outra do lado oposto. Uma ficava aos pés e duas à cabeceira.
Elas realizavam gestos de cura para favorecer a saída do bebê em harmonia com a bênção divina. Vejo também que, sobre a coroa da cabeça da rainha, erguia-se uma linha de luz metafísica, sinal de que estava sendo ajudada com muita luz pela esfera espiritual. As sacerdotisas massageavam sua barriga e ajudavam a liberar energia pelas pernas, o que fazia o parto avançar. Encorajavam a rainha, pois ela sofria agora com as contrações expulsivas. O bebê finalmente nasceu. A sacerdotisa aos pés o recebeu, ergueu-o e anunciou que era um menino. Uma sacerdotisa correu para fora para anunciar a boa notícia. Seguiram-se aplausos e gritos: “o novo rei nasceu”.
A festa de nascimento
Dentro do dólmen, o cordão umbilical foi cortado e limpo. As sacerdotisas cuidaram da rainha, assegurando que tudo tinha corrido bem. Muito emocionada, ela pôde pegar o bebê e tê-lo em seus braços. O menino chorou, e a mãe sentiu grande alegria. As sacerdotisas aplicaram uma cura energética em seu ventre, lavaram-na e ajudaram-na a recuperar o equilíbrio. Ela quis amamentar, mas ainda era cedo demais. Uma das sacerdotisas agradeceu aos deuses: pela dádiva de uma criança saudável que traria bênçãos a toda a terra.
Era como se este parto e todo o ritual tivessem acendido uma luz suave e amorosa no coração da câmara do dólmen. Uma luz de acolhimento às mulheres, garantindo que sempre seriam bem cuidadas. Era essa mesma luz que eu havia percebido à distância, quando ainda na Holanda me conectei à energia do dólmen para avaliar se valeria a pena visitá-lo. Algumas sacerdotisas saíram e contaram ao povo que os deuses haviam ajudado, e que uma criança maravilhosa havia nascido.
Então o rei tomou a palavra diante do povo:
— “Hoje nasceu meu filho e os deuses atenderam ao nosso desejo. Sou grato pela ajuda divina. Voltemo-nos todos para os deuses!” — disse.
Como agradecimento, o rei convidou todos para um banquete. A rainha saiu do dólmen com o bebê, acompanhada pelas sacerdotisas. Houve enorme aclamação e alegria. O povo sentia que uma nova era começava, cheia de prosperidade e abundância. A rainha foi levada a uma casa próxima para descansar, comer e beber. Do lado de fora, já começavam os preparativos da festa.
A educação do futuro rei
Na leitura áurica (aura-reading) surge uma visão sobre o futuro do recém-nascido. Sua mãe e cuidadores logo percebem que ele é bastante teimoso. Por isso, as sacerdotisas voltam de tempos em tempos ao dólmen para pedir orientação aos deuses sobre sua educação — e recebem respostas. A criação exige correções firmes, para que ele desenvolva senso de responsabilidade.
Ele tinha uma posição privilegiada e poderia facilmente levar uma vida de excessos, mas era fundamental que aprendesse a assumir deveres. Ao crescer, foi enviado para trabalhar nos campos e ajudar na colheita. Também precisava aprender a caçar, o que era vital na época, e a manejar armas.
Manteve ainda contato frequente com sacerdotes e sacerdotisas sobre o lado espiritual da existência e os sacrifícios realizados. Quando mais velho, viajou pelo território e foi apresentado aos chefes tribais locais, para conhecê-los em toda a região que compunha seu reino. Precisava também compreender o que esperar das sessões de transe realizadas por sacerdotes e sacerdotisas nos dólmens, e como isso poderia servir em seu futuro governo. Aprendeu que, em tempos de guerra, poderia consultar os deuses por meio deles.
Também devia conhecer algo sobre o círculo de pedras próximo (Cromeleque dos Almendres), mas não me é permitido ver nada disso agora — teremos de investigar por nós mesmos (o que de fato vamos fazer). Perguntamo-nos se este dólmen era destinado apenas às mulheres, ou se também envolvia os homens. Ao nos concentrarmos novamente nessa questão, vimos que se tratava de um dólmen real: não apenas local de partos reais, mas também de encontros de alto nível entre o rei e seus chefes tribais. Como exemplo de tal conselho, recebemos as imagens a seguir.
Ameaça de guerra
Na leitura áurica (aura-reading) aparece uma reunião do rei com seus chefes tribais, acompanhados também de sacerdotes. Todos se voltam fortemente aos deuses (guias espirituais, anjos) para pedir auxílio. Graças à presença dos sacerdotes, ergue-se dali uma coluna metafísica de energia que se projeta para cima. Alguns participantes têm “agendas próprias”, mas esse alinhamento para o alto gera um efeito de união: “estamos juntos diante dos mesmos desafios”.
Vejo agora um sacerdote que entra em transe no centro do dólmen, buscando conselho dos deuses sobre como lidar com a ameaça de guerra no norte do território. Essa ameaça vinha de uma tribo vizinha com um grupo de guerreiros muito fortes que estavam invadindo. O próprio povo poderia formar um exército, e já havia combatentes reunidos do lado de fora do dólmen. Mas a pergunta era: lutar ou agir de outra forma?
O sacerdote, em transe, sente-se ser elevado pela coroa da cabeça ao mundo de luz dos deuses. Lá recebe uma visão: deviam formar uma aliança com duas tribos amigas — uma a nordeste, outra a noroeste. Entre elas estava a tribo inimiga, ao norte. A ideia era unir forças com esses aliados para superar o inimigo. Assim poderiam pressioná-lo, reconquistar território e até ocupar parte de suas terras.
A visão mostrava também que o inimigo, percebendo sua inferioridade diante da aliança, aceitaria firmar paz e pagar tributo em forma de alimentos e objetos valiosos. Deveria ainda compensar pelas perdas dos guerreiros mortos e os homens do território ocupado ficariam proibidos de portar armas por um tempo. O sacerdote em transe via todas essas condições e instruções para as negociações. O objetivo final era alcançar paz estável. O comércio entre aliados deveria ser intensificado, para que todos se beneficiassem dos produtos e serviços uns dos outros, fortalecendo a cooperação. Mais tarde, até mesmo com o inimigo deveria ser cultivada uma relação de colaboração gradual. A coalizão formada entre as tribos deveria ser mantida, confirmada anualmente e renovada quando necessário.
Quando o sacerdote voltou de seu transe e relatou a visão, houve discussão. Nem todos ficaram satisfeitos com o conselho divino. Alguns homens acreditavam que seria mais honroso lutar e confiavam na vitória. No fim, coube ao rei tomar a decisão: ele aceitou o plano dos deuses. A estratégia funcionou bem. Houve baixas nas batalhas, mas o desfecho foi positivo.

Figura 8: Descansando sobre 5000 anos de história
Contato com o “alto”
Sempre que examino um dólmen em profundidade, como este da Anta Grande, percebo o quanto é um prodígio físico e energético. Foi erguido com pedras imensas, às vezes trazidas de longe e colocadas com grande precisão. Ao mesmo tempo, é uma construção energética engenhosa, irradiando intensamente e adequada para sessões de transe conduzidas pelos sacerdotes e sacerdotisas da época, em contato com o mundo espiritual, com o “alto”.
Para o povo da era dos dólmens, era um praviatoestri. Este é um termo que recebi em outra leitura (aura-reading), que significa: “o lugar de força concentrada onde a voz dos deuses é ouvida”.
Em nossos dias, ainda não temos uma ligação consciente tão clara com o “alto” a que uma comunidade inteira possa recorrer. Temos a internet, que conecta pessoas na Terra, mas talvez chegue um tempo em que, assim como na era dos dólmens, possamos restabelecer um contato consciente com os planos de luz do mundo espiritual.
Mais informações sobre o significado dos dólmens
Outros relatos de pesquisa sobre o funcionamento original dos dólmens, menires, círculos de pedra, pedras oscilantes, cúpulas e pinturas rupestres pré-históricas — obtidos por meio de leituras (aura-reading) — podem ser encontrados na seção Meu dólmen no site do Hunebedcentrum de Borger e também no site da KoendalinieNetwerk. Lá está explicado também o que é uma leitura áurica (aura-reading).
No livro Pedras mágicas, contos curtos da era dos dólmens (Língua holandesa) há mais relatos de leituras áuricas (aura-readings) de dólmens. O livro mostra que esses monumentos não eram tumbas funerárias, mas sim locais de poder espiritual, construídos e utilizados de forma intencional e engenhosa. Também aborda a possibilidade de investigar cientificamente essa função espiritual.
Quer testar se tem uma boa visão da função original dos dólmens revelada nas leituras áuricas (aura-readings)? Então participe do Quiz do Dólmen (Língua holandesa), um questionário com feedback sobre suas respostas. Boa sorte — é um desafio!
